quinta-feira, 25 de abril de 2024

Curso de Formação Inicial de Alfabetizadores(as) e Educação de Jovens, Adultos e Idosos - 24/04/24

Na noite 24/04/2024 (quinta-feira), às 19h10min, ocorreu mais uma formação inicial para alfabetizadores de jovens, adultos e idosos.                                    Madalena Tôrres deu início ao encontro repassando às justificativas dos ausentes aos cursistas presentes. Em seguida, houve a leitura do diário de bordo, Madalena ressaltou que a proposta educativa de Paulo Freire é baseada em questionamentos e que estes devem estar presentes nos  registros e no trabalho de alfabetização.                                                                                  Ás 19h20min houve pausa para o lanche.                                                          Em seguida Madalena retornou questionando sobre a leitura da cartilha para a realização da atividade em grupo. Dando início ao debate, induziu a pergunta “Quem são as pessoas não alfabetizadas e o porque de não serem alfabetizados?”. O grupo respondeu: adultos, idosos, trabalhadores etc. Que em sua maioria não tiveram a oportunidade de estudar por conta de motivos diversos, como trabalho e gravidez precoce, pessoas em situação de rua etc. Durante o debate surgiram questões como o machismo e a necessidade de mobilização social. Prosseguindo no fluxograma, foi questionado “o que muda na vida das pessoas após serem alfabetizadas?”. O grupo respondeu: Autonomia, resgate da cidadania e acesso a informação. 


Após os questionamentos, Madalena ressaltou o fluxo das discussões sem a sua intervenção, demonstrando o que acontece no Circulo de Cultura. Apresentou os dados da PNAD(2023) , onde consta que existem 25.000 pessoas não alfabetizadas com mais de 25 anos em Ceilândia-DF.  Apesar deste fato, o Distrito Federal e a Unidade Federativa com o menor índice de analfabetismo do País. Os estados com maiores índices são: Maranhão, Alagoas e Piauí. São esses dados que nos motivam a continuar com o trabalho de alfabetização.                                                                                                  Ás 20h18min foram exibidas duas partes do documentário “Brasil Alfabetizado – Nazaré da Mata/PE”. Após a exibição, foi realizado um debate, comparando o conteúdo do documentário com que foi discutido anteriormente no Circulo de Cultura. Conversamos sobre o perfil dos alfabetizandos, os motivos pelos quais não foram alfabetizados durante a infância e as mudanças provocadas pela alfabetização. Pedro conduziu o debate a partir de várias questões, dentre elas: o que é ser analfabeto? Saber escrever o próprio nome significa ser alfabetizado? É possível ser analfabeto sabendo ler e escrever?.                                                                                  Em seguida, assistimos a outro vídeo do documentário “Brasil Alfabetizado – Rio de Janeiro/RJ”. Madalena ressaltou que o objetivo do documentário é retratar a realidade dos alfabetizandos e não refletir as formas de alfabetizar. Quanto à realidade com a qual trabalhamos, a sensibilidade é necessária e que mesmo numa localidade como a Ceilândia há distintas realidades. Questionada sobre os investimentos para a educação popular, ressaltou que os programas receberam mais recursos durante os governos Lula e Dilma, mas que dependem do interesse das secretarias de educação.


Às 21h34min, foi solicitado a participação dos colegas cursistas que já formaram turmas para que compartilhassem com os demais suas experiências com o círculo de cultura e o método freiriano. Adriana relatou que definido o local de realização do Circulo, a busca ativa dos alfabetizandos é feita de porta em porta nas casas próximas. Márcia enfatizou que durante a sua experiência com a busca ativa, panfletava em comércios e supermercados e distribuía cartazes nas proximidades da região. Ana Cláudia prosseguiu relatando a experiência de sua irmã que buscou por lideranças comunitárias, paradas de ônibus etc. Questionadas pelos demais, responderam que conseguiram um número variável de alfabetizandos e em geral, para se formar um Circulo de Cultura é necessário em media  15 alfabetizandos, conforme as diretrizes do Ministério da Educação (MEC). Goete relatou também a experiência de buscar junto às igrejas locais, resultando frequentemente em cerca de 30 alfabetizandos por vez. 


O debate abordou a distinção entre busca ativa e matrícula, enfatizando a abordagem de porta em porta com convites cuidadosos para garantir que os potenciais alunos se sintam à vontade. A distribuição de cartazes foi mencionada como uma estratégia para identificar pessoas não alfabetizadas através de indicações de indivíduos alfabetizados. Por fim, a coordenação solicitou uma pesquisa sobre a origem etimológica dos próprios nomes até o dia 25 de abril de 2024.

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