quinta-feira, 26 de março de 2026

6º dia de Formação Inicial do Cepafre: debate sobre a situação existencial “comida”!

Na noite de 25/03/25, ocorreu o 6º encontro da formação inicial para educadores e alfabetizadores de jovens e adultos do Projeto de Extensão da UnB, coordenado pelo professor Dr. Erlando da Silva Rêses, em parceria entre o Cepafre e a UnB/DEX/FE. 
A noite teve início com um lanche coletivo às 19h10, seguido por uma visita rápida de Ruth Venceremos, orientanda do professor Erlando na Faculdade de Educação. Ela foi apresentada ao grupo por Pedro Lacerda, pois veio para uma palestra no cursinho Pré-vestibular Formancipa no Polo de Extensão; aproveitou para conhecer os educadores do Cepafre, compartilhou sua trajetória como estudante e trabalhadora em Pernambuco e falou sobre sua experiência com a EJA e as concepções freirianas de educação libertadora. Na ocasião, conheceu o rap “Filhos da Revolução”, de autoria de Donizethe Batista Marques, e gostou bastante. 


Em seguida, Adriana de Freitas retomou o trabalho anterior, convidando algumas educadoras para realizarem a correção das palavras formadas em casa, seguindo os passos metodológicos da palavra geradora “Lote”. Foram ditadas as palavras Talita, Lata, Lote e “Leti”, sendo que esta última foi corrigida para Leite. 
A coordenadora Ana Cláudia Lopes apresentou o cartaz da situação existencial “comida” e conduziu um debate abordando fome versus obesidade, preço e custo dos alimentos, direito à saúde, alimentos básicos orgânicos aliados à educação e agroecologia, programas de alimentação do governo e renda mínima. Na orientação prática, foram sugeridas ações como plantação de hortas comunitárias, hortas na escola e no quintal, uso racional dos alimentos para evitar desperdícios, cooperativa de consumo de produtos orgânicos e uso de ervas medicinais. 
O debate foi muito proveitoso, com intensa participação do grupo, sendo enfatizado que a agricultura familiar é responsável por 70% da sustentabilidade alimentar do Brasil, enquanto o agronegócio está mais voltado para a exportação. Também se discutiu a importância da consciência do voto em quem beneficia o povo. 

Nesse ínterim, o grupo recebeu a visita do professor Erlando Rêses e da vice-coordenadora do Projeto de Extensão da UnB, professora Lenilda Perpétuo. O professor Erlando informou que o curso de formação foi aprovado na extensão da UnB e que depois solicitaria o nome de todos para o cadastro. Ele relatou sua trajetória na educação desde o final da década de 1980, destacando que alfabetizou jovens e adultos no Pedregal, no entorno do Distrito Federal. Ao final, ficou a recomendação para o último dia de curso: realizar a leitura da palavra geradora “comida”. 
O encontro de formação do Cepafre foi marcado pela organização, participação ativa e trocas significativas de experiências, contando ainda com o auxílio de Madalena Tôrres, que ponderou sobre a adequação da linguagem ao entendimento dos alfabetizandos, a importância de fazer perguntas compreensíveis e a necessidade de pesquisas que esclareçam suas dúvidas.

quarta-feira, 25 de março de 2026

Formação Inicial do Cepafre: passos metodológicos da palavra geradora “LOTE”

Na noite de 24/03/2025, ocorreu o 5º dia de formação inicial para educadores e alfabetizadores de jovens e adultos do Projeto de Extensão da UnB, coordenado pelo professor Dr. Erlando da Silva Rêses, em parceria entre o Cepafre e a UnB/DEX/FE.

Às 19h, o grupo realizou um lanche coletivo. Em seguida, iniciou-se o trabalho com os passos metodológicos da palavra geradora “LOTE”, sob a coordenação de Adriana Dias de Freitas e Magnólia Silva fizeram a introdução à primeira palavra geradora, com o cartaz da situação existencial de “Lote”, composto por imagens que suscitam as primeiras perguntas para o debate.


As coordenadoras conduziram o debate conforme o roteiro de orientação contido no caderno Alfabetizar é libertar, abordando as seguintes questões:

- Propriedade e uso da terra;

- Condições de vida no lote, como banheiro e relação com vizinhos;

- Aluguel;

- Direito à terra e reforma agrária;

- Associação de moradores;

- Associação de inquilinos;

- Prefeituras comunitárias.


Em seguida, chegaram à orientação prática do debate, abordando os seguintes pontos:

- Participação em associações de moradores, de inquilinos, prefeituras comunitárias e associações de quadra;

- Participação em movimentos ligados à escola e à comunidade;

- Conhecimento e participação no Movimento Popular por uma Ceilândia Melhor (Mopocem);

- Participação nas Conferências Distritais das Cidades.

Após o debate, foram realizadas as leituras da palavra geradora, apresentada sozinha no cartaz, depois separada em retângulo e, em seguida, em quadrados, como preparação para:

- Leitura da ficha de descoberta das famílias da palavra em questão;

- Formação e correção das palavras do momento;

- Orientação para a correção das palavras ou frases formadas em casa.

O encontro de formação do Cepafre foi muito organizado, com trocas de experiências significativas e um ambiente leve e acolhedor. Momentos como esse reforçam a importância da formação de educadores na educação popular, pois fortalecem o diálogo, a escuta e a construção coletiva do conhecimento.

É nesses espaços que aprendemos uns com os outros e reafirmamos o compromisso com uma educação  mais humana, crítica e transformadora.


terça-feira, 24 de março de 2026

4º dia de Formação Inicial : estudo das palavras geradoras

Na noite de 23 de março de 2025, ocorreu o 4º dia de formação inicial para educadores e alfabetizadores de jovens e adultos do Projeto de Extensão da UnB, no Polo de Extensão de Ceilândia. A atividade foi coordenada pelo professor Dr. Erlando da Silva Rêses, em parceria entre o Cepafre e a UnB/DEX/FE.

A programação teve início às 19h15 com um lanche coletivo. Em seguida, foi apresentado o hino do Cepafre, o rap “Filhos da Revolução”, de autoria de Donizethe Batista Marques.


Na sequência, Madalena Tôrres e Pedro Lacerda participaram da abertura da turma do Cursinho Pré-Vestibular – Formamcipa, juntamente com o professor Dr. Erlando da Silva Rêses, no auditório do Polo de Extensão. Enquanto isso, Adriana Dias conduziu a formação com os educadores, organizando-os em três grupos para estudo e apresentação dos seguintes temas:

Grupo 1

- Como organizar o Círculo de Cultura

 - Levantamento/pesquisa do universo vocabular

Grupo 2

- Seleção das palavras geradoras ou palavras-chave

- Etimologia das palavras geradoras ou palavras-chave

Grupo 3

- Contato mais direto com os alfabetizandos e seus familiares

- Definição do local, dos dias e dos horários do Círculo de Cultura

Os grupos tiveram 25 minutos para leitura, 20 minutos para preparação e 10 minutos para apresentação. Em seguida, foram destinados 20 minutos para que Madalena Tôrres realizasse esclarecimentos e ponderações.

As apresentações foram esclarecedoras e conduzidas de forma leve e descontraída.

Ao final, Adriana Dias recomendou a leitura para o próximo encontro e agradeceu a presença de todos.

segunda-feira, 23 de março de 2026

3º dia de formação: Linguagem do Cinema na Alfabetização de jovens, adultos e idosos

Na noite chuvosa de 20/03/2025, ocorreu o 3º dia de formação inicial para educadores/alfabetizadores de jovens e adultos do Projeto de Extensão da UnB, coordenado pelo professor Dr. Erlando da Silva Rêses, em parceria entre o Cepafre e a UnB/DEX/FE.

Às 19h20, o grupo realizou um lanche coletivo. Em seguida, ouviram o rap “Filhos da Revolução” (considerado o hino do Cepafre), de autoria de Donizethe Batista Marques.

Posteriormente, destacou-se a importância de acompanhar o Cepafre nas redes sociais: Facebook e Instagram, bem como de seguir as orientações do curso no grupo de WhatsApp.


Madalena Tôrres começou perguntando o que compreenderam sobre a leitura do Capítulo IV - A linguagem do cinema na Alfabetização de Jovens, Adultos e Idosos. As educadoras foram identificando a linguagem do cinema, com base no projeto do ano passado realizado nas turmas, como a recepção fílmica dos alfabetizandos e dos alfabetizadores, observando as seguintes questões: imagem, tempo, movimento, luz, sombra, som, trilha sonora, gênero, temas geradores apresentados pelo próprio filme e, como afirma Tôrres (2018, p.168), “todas as percepções e emoções dela decorridas”. Foi debatido o conceito de “fruição” como percepção de como cada expectador interpreta o filme, por isso sempre vem a pergunta após o filme: o que você achou do filme?

Pedro Lacerda trouxe três curtas, dois de publicidade oficial produzidos pelos governos militares (1964-1985) com um enfoque ufanista sobre a história de Ceilândia. Nestes dois documentários enfatiza-se que a cidade estava perfeita, pois já havia urbanização e sua criação era quase uma epopeia. Não se fala que toda a transferência dos moradores para cá fazia parte de uma política higienista, de “limpeza” das cidades nobres, já que, para eles, os pobres eram “sujeira”.

O terceiro curta é uma produção da TV Fato, que traz o depoimento de 4 entrevistados: Madalena Tôrres (participante do Cepafre e do Movimento Popular por uma Ceilândia Melhor – Mopocem), Milza Guide (advogada do Movimento dos Incansáveis Moradores de Ceilândia), Romilson Nascimento (estilista de Ceilândia) e Viridiano Custódio de Brito (representante da Associação Comunitária de Expansão do Setor “O” - ACESO).

Pedro solicitou perguntou aos participantes da formação qual a fruição que os filmes provocavam e que os comparassem, principalmente no que se refere ao gênero adotado, tipo de abordagem, a linguagem utilizada, participação dos personagens, imagem.

Por fim, pediu para que dissessem como vêm a história da Ceilândia do que era no começo da transferência ao que é hoje? Temos um saldo positivo ou negativo?

Madalena Tôrres, uma das organizadoras do Caderno “Alfabetizar é libertar”, participou com ponderações e esclarecimentos ao longo da atividade sobre a linguagem do cinema, trazendo para reflexão, o filósofo italiano Pier Paolo Pasolini, nascido em 5/3/1822 e falecido em 2/11/1975, que concebe o cinema como “a língua da realidade” e o autor Ismail Xavier com a obra “A experiência do Cinema” (1993). O livro é uma referência na teoria do cinema, reunindo textos produzidos entre 1916 e 1980. Uma edição amplamente divulgada e atualizada foi lançada pela editora Paz e Terra em 2018.

Ao final, Madalena propôs uma avaliação do encontro e o grupo expressou, de forma positiva, sua percepção sobre a aprendizagem da temática linguagem do cinema, até mesmo, rememorada na experiência do projeto realizado no ano passado nas turmas de alfabetização.

sexta-feira, 20 de março de 2026

2º dia de Formação Inicial do Cepafre promove integração e aprendizado

Na noite de 19 de março de 2025, aconteceu o 2º dia de formação inicial para educadores e alfabetizadores de jovens e adultos do Projeto de Extensão da Universidade de Brasília (UnB). A atividade foi coordenada pelo professor Dr. Erlando da Silva Rêses, em parceria entre o Cepafre e a UnB/DEX/FE.

A programação teve início às 19h15 com um lanche coletivo, momento de acolhida que antecedeu as apresentações das novas alfabetizadoras. Em seguida, o grupo ouviu o rap “Filhos da Revolução”, de autoria de Donizethe Batista Marques, em homenagem ao Cepafre.


Durante o encontro, foi destacada a importância de acompanhar o Cepafre nas redes sociais (Facebook e Instagram) e de seguir as orientações do curso no grupo de WhatsApp.

A educadora Adriana conduziu uma atividade baseada na leitura recomendada daquela noite, retirada do Caderno Alfabetizar é Libertar. A proposta foi realizada por meio da dinâmica da “batata quente”: foram elaboradas 10 perguntas, colocadas em uma caixinha. Enquanto o rap do Cepafre tocava, a caixinha circulava entre os participantes. Quando a música parava, a pessoa que estivesse com a caixinha sorteava uma pergunta e a respondia. Em caso de dificuldade, poderia pedir ajuda a um colega.

Madalena Tôrres, uma das organizadoras do Caderno, participou da atividade com ponderações e esclarecimentos ao longo do processo.

Para encerrar, Adriana propôs um momento de avaliação. O grupo expressou, de forma positiva, sua percepção sobre o aprendizado relacionado à temática do Caderno e a condução da equipe.

quinta-feira, 19 de março de 2026

Cepafre retoma Formação Inicial de alfabetizadores de 2026

Na noite do dia 18 de março de 2025, aconteceu o primeiro encontro da formação inicial para e alfabetizadores de jovens e adultos do Projeto de Extensão, uma parceria entre o Cepafre e a UnB/DEX/FE, sob a coordenação do professor Dr. Erlando da Silva Rêses.

A acolhida começou com um lanche compartilhado, seguido de um momento de apresentação de todos e todas. Em seguida, o grupo ouviu o rap “Filhos da Revolução”, composição de Donizethe Batista Marques, em homenagem ao Cepafre.

Na sequência, foram entregues as pastas com os materiais básicos do curso. Pedro Lacerda informou sobre o andamento do projeto Linguagem do cinema na alfabetização de jovens e adultos - 2ª edição. Logo depois, Madalena Tôrres coordenou um debate sobre o analfabetismo no Brasil, partindo de três questões: quem são as pessoas não alfabetizadas? Por que não foram alfabetizadas? E o que muda em suas vidas quando se alfabetizam?

O debate foi intenso e contou com contribuições das coordenadoras Adriana Dias de Freitas e Magnólia Silva. As reflexões do coletivo foram bastante pertinentes em relação à temática proposta.

Para encerrar, a arte-educadora Nina Fernandes recitou a poesia “Colcha de Retalhos”, de sua autoria.

segunda-feira, 9 de março de 2026

Projeto Andanças chega em Ceilândia

Na tarde do dia 6/3/2026 (sexta-feira), Ivanete Silva, Madalena Tôrres e Pedro Lacerda, representantes do Movimento Popular por uma Ceilândia Melhor – Mopocem e do Centro de Cultura e Educação Popular Paulo Freire de Ceilândia – Cepafre participaram da abertura do Projeto Andanças, coordenado por Wilde Cardoso Gontijo e outros integrantes da Associação Andar a Pé. A iniciativa é resultado de uma parceria com o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). 

 


O Projeto Andanças, chega a Ceilândia após passagens por Planaltina, Gama e Taguatinga. A ação busca unir cultura, história, mobilidade urbana, meio ambiente e direito à cidade por meio de experiências itinerantes e interativas, com o objetivo de fortalecer laços comunitários e ampliar o diálogo sobre desafios urbanos na maior cidade do Distrito Federal. Em Ceilândia, o projeto conta com o apoio do Cepafre e do Mopocem e tem o objetivo de compreender o que a população pensa sobre a mobilidade urbana. A programação inclui exposições em escolas públicas e a exibição de filmes com entrevistas muito interessantes realizadas com crianças e adolescentes.


Durante o encontro, tivemos uma grata surpresa ao encontrarmos o senhor Jarlisson Lima, responsável pelo Setor de Controle e Acompanhamento às Medidas Alternativas – Sema no MPDFT em Ceilândia, que também participava do evento. Aproveitamos a oportunidade para conversar com ele e com a promotora Laís Cerqueira, que nos recebeu com muita atenção e cordialidade. Ela comentou que conhece bastante o Projeto Promotoras Populares Legais, e então falamos sobre o artigo que o professor José Geraldo de Sousa Junior escreveu a respeito de sede do Cepafre. A promotora se interessou bastante pelo tema e pediu que enviássemos o artigo para o seu WhatsApp. Assim fizemos, dando início a mais um importante diálogo e parceria.

6º dia de Formação Inicial do Cepafre: debate sobre a situação existencial “comida”!

Na noite de 25/03/25, ocorreu o 6º encontro da formação inicial para educadores e alfabetizadores de jovens e adultos do Projeto de Extensão...