segunda-feira, 24 de agosto de 2026

Aula Inaugural do Projeto LER: Letramento, Educação Popular e Rede Social - 22/8/2026

Na noite de 22 de agosto de 2026, o CEPAFRE realizou a Aula Inaugural do Projeto LER, reunindo alfabetizandos, alfabetizadores, educadores, estudantes, representantes de instituições parceiras, parlamentares e convidados, em um momento de acolhimento, diálogo e reafirmação do compromisso com a Educação de Jovens e Adultos e com a educação popular. Na entrada, todos receberam um kit lanche.                                                                                                                                                          A atividade foi iniciada por Pedro Lacerda, presidente do CEPAFRE, que acolheu os presentes e apresentou a equipe do Ministério da Educação, destacando a professora Ana Lúcia Sanches, da Diretoria de Políticas de Alfabetização e Educação de Jovens e Adultos, e o professor Paulo Roberto, da Coordenação-Geral de Alfabetização, ambos da SECADI/MEC. Ana Lúcia ressaltou que todas as pessoas têm direito à alfabetização e à leitura do mundo, enfatizando a importância da luta permanente em defesa da educação pública e popular.   



Em seguida, foi apresentado um vídeo com o professor Daniel Vasquez, da Universidade Federal de São Paulo, coordenador e idealizador do Projeto LER. Ele apresentou as três dimensões do letramento, linguística, social e digital, ressaltando o uso consciente das tecnologias como instrumento de acesso à informação, autonomia e continuidade dos estudos.                                                                     



Pedro Lacerda também apresentou o rap do CEPAFRE, de autoria de Donizethe Batista Marques, o Neurônio, valorizando a arte como expressão da identidade e da história da instituição. Madalena Torres, Diretora de Projetos do CEPAFRE, apresentou o curta-metragem Paulo Freire na Literatura de Cordel (2011), dirigido por Tânia Quaresma, produzido no contexto da Semana Universitária da UnB em homenagem aos 90 anos de Paulo Freire. O filme resgatou a trajetória e a contribuição do educador para a educação brasileira e popular.                                                                                                    Pedro destacou ainda a presença de Mãe Zenith, que abriu as portas do Terreiro de Umbanda Vô Congo para a realização de uma turma de alfabetização. Também foram apresentados Viridiano Brito, da ACESO, e Ailton Velez, da Associação Menino de Ceilândia.                                                              Compuseram a mesa o deputado distrital Chico Vigilante, a professora Rosilene Correia(licenciada da CNTE, o professor Erlando da Silva Rêses, da FE/UnB, Mateus Pereira dos Santos e Regiane de Amorim, educadores, Ana Cláudia Lopes da Silva, supervisora, Maria Aparecida, alfabetizanda, e Madalena Torres, Diretora de Projetos do CEPAFRE.                                                                         Chico Vigilante refletiu sobre o cenário político e social do país, destacou a importância de Paulo Freire e os desafios da EJA, reafirmando a educação como direito de todos. Rosilene Correia ressaltou seu orgulho pela iniciativa, construída por muitas mãos, e afirmou que a democracia somente será plenamente exercida quando o povo estiver alfabetizado.                                                                    Outro momento marcante foi a exibição do curta-metragem Um Passo para o Amanhã (2019), produzido pelos alfabetizandos da turma do Setor “P” Sul, do professor Goete Pires, com direção de Lucas Viana Silva. Após o filme, houve um momento de diálogo e emoção, com depoimentos de Maria Aparecida e Maria de Lourdes Fernandes, mãe da alfabetizadora Patrícia Lourdes do Nascimento, que compartilhou sua trajetória de vida e os desafios enfrentados para estudar e se alfabetizar.                  Encerrando a noite, o alfabetizando Cirene Neres Maciel pediu a palavra para fazer uma oração e abençoar todas as pessoas presentes no auditório do CEPAFRE. Pedro Lacerda agradeceu a participação de todos e todas e encerrou a atividade, marcada pela esperança, pela memória de Paulo Freire e pela certeza de que a educação popular continua sendo um caminho de transformação e de construção de uma sociedade mais justa.








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