sexta-feira, 27 de março de 2026

7º dia de Formação Inicial do Cepafre: debate sobre a situação existencial “comida”! - 26/03/2025

Na noite de 26 de março de 2025, às 19h12, teve início o curso de formação de alfabetizadores no Cepafre, localizado no prédio de Práticas Jurídicas da Universidade de Brasília (UnB). A professora Madalena falou sobre o aniversário da cidade de Ceilândia, e Ana Lígia (pedagoga) fez a introdução. Ela contou como conheceu o projeto (por meio do pai) e participou do encerramento. Em seguida, foram cantados os parabéns aos aniversariantes do mês de março. Depois, cantamos o rap "Filhos da Revolução" (de Donizete Batista Marques). A professora Madalena elogiou a turma por cantar muito bem.
Foi discutido o número de alfabetizandos nas turmas. A professora reforçou a importância da busca ativa em locais de frequência de pessoas, como a UPA do Setor O, a feira permanente e colégios. Ela explicou como é feita a busca ativa em locais como Ceilândia, Sol Nascente e Pôr do Sol. Foi feito um levantamento de turmas e locais, inclusive na nova sede do Setor O, com o número de alfabetizandos já inscritos.
A professora Madalena destacou a importância do material (caderno "Alfabetizar é Libertar"). Ela revisou a aula anterior e a correção das palavras escritas pelos alfabetizandos. Retomou as atividades revisando a palavra "comida", abordando os temas geradores. A professora falou sobre o som das letras e o movimento da boca. Fixou no quadro branco cartazes com a imagem da comida e a palavra escrita em caixa alta. Colocou o cartaz com a palavra "COMIDA" no centro do quadro e pediu que a alfabetizanda Ana Lígia falasse a palavra, perguntando quantos movimentos a boca fez para dizê-la. A alfabetizanda respondeu: "três".


Novamente, a professora colocou um novo cartaz com a palavra escrita separada em pedaços (sílabas): CO-MI-DA. Ela explicou a importância de fazer o círculo com os alfabetizandos. A alfabetizadora chamou o alfabetizando Goethe para mostrar como falar a palavra. Todos os educandos foram ao quadro ler a palavra. Foi explicada a diferença entre a separação das palavras: CO-MI-DA e CO MI DA. Também foi explicado o cuidado para não cometer poluição visual (excesso de cartazes no quadro).
A alfabetizanda Glória foi chamada ao quadro para ler a palavra separada: CO MI DA. A professora perguntou sobre a família de cada alfabetizando, explicando que as palavras também têm família. Chamou a educanda Nina ao quadro para ler o cartaz. Falou de forma clara para os educandos entenderem que nem toda família é completa. Citou o exemplo: QUE – QUI. A educadora solicitou que a estudante Ana Lígia fosse ao quadro ler as famílias do CA.
A professora Madalena também falou da importância do observador. A coordenadora Adriana relatou uma experiência vivida com as alfabetizandas trabalhando a família CA-CO-CU. Em seguida, foi feita a leitura das famílias sem seguir sequência. No processo de formação das palavras, os educandos descobriram que podem formar várias palavras com as famílias que estavam no cartaz. Foi feito o trabalho com "igual" e "diferente" usando as famílias. Os educandos foram formando palavras a partir da validade, e a coordenadora Adriana as escrevia no quadro.
Em seguida, as palavras foram escritas em letra cursiva, e a professora perguntava o significado de cada uma. Foi observado pelos estudantes que algumas palavras tinham significados diferentes, mas a mesma escrita. Exemplo da palavra: "dama" (jogo e mulher elegante). A professora Madalena explicou que o fato de não trabalhar e explicar o acento circunflexo se deve a ser a segunda palavra geradora. Das palavras formadas, Madalena perguntava, para cada palavra, quantos movimentos a boca fazia e quantas letras tinham. Exemplo: "mimada" – 3 sílabas, 6 letras, e assim por diante.
Após esse último momento, a formação foi encerrada.





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